CONFIRA O RESULTADO DO ANUÁRIO FIRE 2025

Anuário FIRE Brasil 2025: Análise Completa do Perfil e Jornada dos Entusiastas da Independência Financeira

Pelo sétimo ano consecutivo, o Anuário FIRE Brasil nos oferece um retrato honesto de quem são, como pensam e como investem os brasileiros que perseguem a independência financeira. Com 73 respondentes em 2025, a pesquisa revela uma comunidade mais madura, mais concentrada nas classes altas e, acima de tudo, cada vez mais consciente dos obstáculos reais que separam o sonho FIRE da realidade brasileira.

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Perfil Demográfico: Quem São os Entusiastas FIRE no Brasil

A masculinização da comunidade FIRE brasileira que respondeu a pesquisa se aprofundou: 90,4% dos respondentes são homens e apenas 9,6% mulheres — uma queda na participação feminina em relação aos 14,1% de 2024. A mediana de idade é de 40 anos, com o respondente mais jovem aos 26 e o mais velho aos 71, confirmando que este é um movimento de adultos em fase produtiva, muitos deles já no meio ou próximo do fim da jornada.

Geograficamente, 72,6% residem em capitais ou cidades com mais de 500 mil habitantes, com São Paulo dominando com 41% dos respondentes. A presença fora do Brasil segue relevante, mas não foi expressiva nesta edição.

Classe Social: O FIRE Está Cada Vez Mais Elitizado

Este é talvez o dado mais impactante do Anuário 2025: 57,5% dos respondentes são da Classe A (renda acima de 20 salários mínimos), seguidos por 24,7% da Classe B e apenas 15,1% da Classe C. As classes D e E somam menos de 3%.

Em 2024, a Classe C ainda era a maioria com 47,4%. A inversão completa em apenas um ano é um sinal preocupante: ou o movimento FIRE está deixando de alcançar a classe média, ou as condições econômicas estão tornando a busca pela independência financeira um privilégio cada vez mais restrito a quem já ganha muito, infelizmente.

Quanto à moradia, 54,8% possuem casa própria quitada — um crescimento em relação aos 46,2% de 2024 — e 34,2% vivem de aluguel.


Descoberta e Perfil Profissional

A maioria (56,2%) nunca havia respondido ao anuário antes, o que indica renovação e chegada de novos entusiastas ao movimento. 43,8% são veteranos da pesquisa.

Profissionalmente, 42,5% trabalham em empresas privadas, 30,1% são servidores públicos (crescimento notável em relação aos 20,5% de 2024) e 16,4% são empreendedores. Já 5,5% declararam-se aposentados ou já FIRE, o que representa um avanço real e concreto dentro da própria comunidade.


Disciplina Financeira e Frugalidade

Em orçamento pessoal, 56,2% fazem e seguem mensalmente, 31,5% não fazem e 12,3% fazem mas não seguem — números muito semelhantes aos do ano passado, indicando estabilidade nos hábitos de controle financeiro.

Sobre frugalidade, o padrão se mantém: 69,9% não são frugais (gastam acima do SMN do Dieese), 27,4% são frugais equilibrados e apenas 2,7% são frugais extremos. A comunidade FIRE brasileira, em sua esmagadora maioria, não pratica austeridade severa. Busca-se independência financeira sem abrir mão de um padrão de vida elevado — o que, aliás, ajuda a explicar por que o número FIRE almejado cresce ano a ano.


Tipos de FIRE e Estágio da Jornada

O FIRE Tradicional da Regra dos 4% continua liderando, escolhido por 49,3%. O grande destaque de 2025 é o crescimento do FAT FIRE, agora em segundo lugar com 27,4% — uma alta expressiva que confirma a percepção de que a comunidade está mirando cada vez mais alto para se sentir segura. O Coast FIRE aparece com 15,1%, e o Lean FIRE com apenas 4,1%.

Quanto ao estágio, 47,9% estão no meio da jornada, 20,5% faltam menos de 2 anos, 15,1% estão no início e 12,3% já atingiram FIRE — o maior percentual de FIREDs já registrado no anuário, um resultado inspirador e encorajador.


Metas Patrimoniais e de Renda: O Número Segue Subindo

A mediana do patrimônio almejado chegou a R$ 4,75 milhões em 2025, com média de R$ 5,9 milhões (excluindo outliers extremos). Para comparação, em 2024 o número já havia saltado de R$ 3 milhões para R$ 5 milhões. A tendência é clara: a inflação, a desconfiança no cenário político e a busca por segurança extra fazem com que o número FIRE continue se distanciando da realidade de boa parte dos brasileiros. E a síndrome do "nunca tenho o suficiente" e do "só mais um ano" é real e muito maior no Brasil que nos EUA.

A renda mensal desejada para atingir FIRE tem mediana de R$ 15.000 e os valores mais citados foram R$ 10.000, R$ 15.000 e R$ 20.000 mensais. A idade mediana pretendida para atingir FIRE é de 50 anos, com plano médio de 18 anos de jornada.


Retorno em 12 meses e Taxa de Poupança

Entre quem informou o retorno nominal bruto nos últimos 12 meses (excluindo os que não acompanham), a mediana foi de 14,5% e a média de 22,7% — impulsionada por alguns respondentes com retornos excepcionais. Considerando que o IPCA de 2024 ficou em torno de 4,8% e o CDI em 10,9%, muitos parecem ter tido um desempenho razoável, especialmente em renda fixa.

Nas taxas de poupança, a distribuição é ampla: 16,4% poupam entre 40–50%, 15,1% entre 30–40%, e 13,7% atingem a faixa dos 60–70% — resultados robustos. Por outro lado, 8,2% estão na faixa de 0–5% e 2,7% têm taxa negativa, mostrando que nem todos da comunidade estão ainda com as finanças sob controle.


Investimentos e Estratégias

A renda fixa continua presente em praticamente todas as carteiras, confirmando sua relevância num ambiente de Selic elevada.

  • Renda Fixa: presente em 97,3% das carteiras
  • Renda Variável Ativa (ações): 63%
  • Renda Variável Indexada (ETFs): 61,6%
  • FIIs/REITs: 54,8%
  • Previdência Privada: 47,9%
  • Dólar/Exterior: 45,2%
  • Bitcoins/altcoins: 30,1%

Na renda variável, houve um empate técnico muito interessante: 37% preferem stock picking e 37% optam por ETFs (indexação) — a comunidade está dividida ao meio entre as duas abordagens. 16,4% ainda não investem em renda variável e 9,6% focam exclusivamente em FIIs.

Quanto ao tipo de retorno buscado, 45,2% preferem um mix de dividendos e retorno total, 31,5% focam em renda passiva via dividendos e JCP e 19,2% buscam retorno total via venda estratégica.


Internacionalização: Maioria Já Investe Lá Fora

54,8% já investem fora do Brasil e 11% ainda não investem, mas pretendem fazê-lo — totalizando quase dois terços da comunidade com alguma exposição ou intenção internacional. Entre os que já investem no exterior, a maioria concentra até 20% do patrimônio em ativos estrangeiros, com apenas 4,1% com mais de 50% lá fora.

Surpreendentemente, quando perguntados sobre planos após atingir FIRE, 53,4% pretendem ficar no Brasil — queda considerável em relação ao ânimo de migração do anuário de 2024. 39,7% querem apenas mudar de cidade no Brasil, e apenas 6,9% pretendem emigrar (Europa, EUA/Canadá ou América Latina).


Impacto da Política nos Investimentos: A Grande Virada

Uma das mudanças mais significativas do Anuário 2025 em relação ao de 2024: 64,4% afirmam que a situação política não alterou sua forma de investir. Em 2024, 43,6% tinham reduzido a exposição ao Brasil e aumentado o exterior. Em 2025, a maioria optou pela resiliência e manutenção da estratégia — seja por adaptação, seja por já ter reposicionado o portfólio no ano anterior. Entre os que mudaram, 15,1% aumentaram renda fixa no Brasil e 9,6% reduziram renda variável.


Vilões e Prioridades

A inflação segue vista como principal inimiga da jornada FIRE para 41,1%, seguida pelo custo de vida fora do controle para 37%. Ganhar pouco aparece em terceiro com 12,3%, enquanto dívidas e cartão de crédito perderam relevância.

Quando perguntados sobre o que é mais importante para avançar na jornada, as respostas ficaram surpreendentemente equilibradas: 19,2% priorizam ganhar mais, 17,8% aportam o máximo possível, 17,8% buscam o maior retorno possível e 15,1% focam em não perder dinheiro. Poupar mais (13,7%) e viver com menos (9,6%) completam o ranking.


Marcos da Jornada

Os marcos mais atingidos pela comunidade são os fundamentais: reserva de emergência (87,7%), começou a investir (84,9%), zerou dívidas (82,2%), faz orçamento mensal (69,9%) e taxa de poupança superior a 30% (67,1%). 60,3% já têm FU Money — um marco psicológico muito importante.

Nos marcos mais avançados: 52,1% já atingiram 1/4 FIRE, 49,3% chegaram à metade, 28,8% estão no Lean FIRE, 20,5% no Flex FIRE, 19,2% atingiram Coast FIRE e 16,4% já atingiram FIRE completo (300x+ as despesas mensais). Apenas 2,7% chegaram ao FAT FIRE.


Plano de Saúde: Consenso Quase Total

68,5% possuem plano de saúde agora e planejam mantê-lo após o FIRE, e 20,5% têm plano pelo empregador e pretendem contratar um próprio. Apenas 4,1% confiarão exclusivamente no SUS. A saúde privada é praticamente unanimidade entre os entusiastas FIRE — um custo que precisa entrar, invariavelmente, no cálculo do número FIRE.


Inspirações: Os Livros que Moldam a Mentalidade FIRE

Pai Rico Pai Pobre segue na liderança absoluta com 47,9%, mas com queda em relação aos 56,4% de 2024. O Investidor Inteligente e A Psicologia Financeira empataram em segundo com 24,7% cada. Casais Inteligentes Enriquecem Juntos e O Homem Mais Rico da Babilônia aparecem com 20,5% cada. Novidade em destaque: Die with Zero de Bill Perkins, citado por 12,3% — um sinal de que a comunidade começa a questionar o equilíbrio entre acumular e viver.

Preocupante: 20,5% nunca leram nenhum livro de finanças — um número maior que em 2024 (12,8%).


Conclusão

O Anuário FIRE 2025 revela uma comunidade em transformação. A concentração de respondentes nas classes A e B, a meta patrimonial que continua subindo, a queda na participação feminina e o crescimento do FAT FIRE são sinais de que o movimento no Brasil está se tornando cada vez mais um fenômeno das classes altas. Ao mesmo tempo, os 12,3% que já declararam ser FI ou FIRE — o maior percentual da história do anuário — provam que o sonho é realizável.

A maioria não é frugal, investe diversificado, já tem alguma exposição internacional e segue sua estratégia independente do cenário político. Os erros reconhecidos — começar tarde, stock picking mal executado, seguir gerente de banco — são os mesmos de sempre, mas a consciência sobre eles cresce.

O FIRE brasileiro está mais maduro, mais criterioso e, talvez, mais realista do que nunca. O caminho é longo, mas há cada vez mais gente que chegou ao destino para contar — e inspirar.


Agradecimentos

Gostaríamos muito de saber sua opinião sobre os resultados deste ano! Quais foram os dados que mais chamaram sua atenção? Houve alguma informação que te surpreendeu ou gerou reflexões? Compartilhe suas análises e insights nos comentários.

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Agradecemos a todos que participaram da pesquisa. Sua contribuição é inestimável para construirmos juntos um anuário cada vez mais completo e representativo da comunidade FIRE brasileira. Um abraço — AA40

22 thoughts on “CONFIRA O RESULTADO DO ANUÁRIO FIRE 2025

  1. AA40 mais uma vez obrigado pelo trabalho e dedicação, você novamente excluiu dos dados patrimônios muito elevados para equilibrar a amostra ? Abs

    1. Olá Anon! Obrigado pela pergunta e por acompanhar o anuário de perto.
      Sim, exatamente. Para o cálculo da mediana e média do patrimônio almejado, excluímos respostas claramente fora da realidade — como valores acima de R$ 100 milhões — que distorceriam a média sem representar a jornada típica da comunidade. A mediana de R$ 4,75 milhões é o número mais representativo, pois é menos sensível a esses outliers.
      Vale lembrar que a mediana (o valor do meio da distribuição) já é por natureza mais robusta que a média nesses casos. Mesmo assim, optamos por ser transparentes: a média bruta sem nenhum filtro seria ainda mais alta, puxada por 2-3 respostas com metas na casa dos R$ 50–500 milhões.
      No geral, os números realistas para a maioria da comunidade ficam entre R$ 2 milhões e R$ 8 milhões, que é onde se concentra a maior parte das respostas.
      Abraços — AA40

  2. Muito bom o anuário, mas acho que maís pessoas poderiam responder porque muito mais pessoas são IF no Brasil. Agora o movimento ter predominância da classe A acho que só de acordo com os respondentes, acredito que muito mais pessoas de classes abaixo estão nessa jornada na busca do Fire também. Parabéns aa40 por continuar com esse trabalho que nos dá motivação para sempre seguir adiante.

    1. Eu não acho que tenha muita mais pessoas, viu? Eu sou uma das classe C que respondeu e é muito difícil pensar em independência financeira quando 70% do salário vai embora em gastos fixos que realmente, não dão para diminuir. Moradia e comida por exemplo. Não é impossível pensar num futuro mais leve, mas independência financeira para muitos de nós nos termos que muitas vezes vemos, é bem longe. Um abraço!

    2. Obrigado pelo comentários! De fato, também acredito que existam muito mais pessoas no Brasil buscando algum nível de independência financeira do que o número de respostas do anuário sugere. Como a participação é totalmente voluntária, o resultado acaba refletindo mais quem acompanha o site e decide dedicar alguns minutos para responder – o que é cada vez mais raro neste mundo de hoje.

      Sobre a predominância de renda mais alta, é importante lembrar que o anuário retrata apenas o perfil dos respondentes, não necessariamente de todo o movimento FIRE no Brasil. É bem provável que existam muitas pessoas em outras faixas de renda caminhando nessa direção, cada uma dentro da sua realidade. Alguns nem se acham parte da comunidade FIRE mas poupam e investem dentro das suas possibilidades e isto é o legal, não precisa ser FIRE para aproveitar os benefícios que ter uma vida financeira equilibrada traz.

      E obrigado também pelo depoimento, Professora FIRE. Você trouxe um ponto muito importante. Para quem tem grande parte da renda comprometida com despesas básicas, realmente o caminho para independência financeira tende a ser bem mais longo e difícil. Mesmo assim, o fato de já existir essa preocupação com organização financeira e construção de um futuro mais tranquilo já é um passo muito relevante.

      O objetivo do anuário é justamente mostrar diferentes realidades dentro da comunidade. Esperamos que, com o tempo, mais pessoas participem para que o retrato fique cada vez mais amplo e representativo.

      Abcs AA40

  3. Obrigada pelo anuário, AA40! Me deixa um pouco triste ver que as mulheres diminuíram em porcentagem; me atrevo a dizer sem intenção de ofender sensibilidades e generalizando, que as mulheres em geral acostumamos organizar muito melhor o dinheiro da casa do que os homens, sobre tudo no que refere-se a necessidades básicas. É uma pena que não tenhamos mais mulheres com tempo para estudar e colocar em prática o que muitas de nós já fazemos quase diariamente. Eu tenho um companheiro que colabora simplesmente me deixando o tempo sozinha que preciso para estudar enquanto prepara a janta das crianças ou lava a roupa depois do serviço. Porque sabe que precisamos disto. Sobre tudo sendo classe C, outra coisa que me deixa bem triste, ver que o FIRE está se elitizando como você disse. Meus filhos estão com aulas de educação financeira na escola: aprendem a pedir aos pais o que precisam. Não muito útil. Temos poucas chances as vezes de conhecer outras realidades e possibilidades e voltando ao que disse sobre as mulheres, acho que a classe C e D tem muita (e melhor) educação financeira que muitos. Chegar no final de mês com migalhas é saber lidar com dinheiro. Mas precisamos ensinar coisas além. (Digo precisamos como professora e mãe). Em fim, voei e divaguei mas no final, o que eu quero é agradecer pelo seu trabalho como todos os anos. Muito obrigada a você e a todos os que com seus blogs, nos ajudam a aprender mais sobre como avançar neste caminho. Abraços!

    1. Professora FIRE, muito obrigado pelo comentário e por compartilhar sua realidade com tanta franqueza.

      Você trouxe vários pontos importantes. Sobre a queda na participação feminina, também achei curioso e fiquei um pouco decepcionado. Espero ser apenas uma variação de quem respondeu neste ano, já que a pesquisa é voluntária, mas seria ótimo ver mais mulheres participando nas próximas edições para termos um retrato mais fiel. Elas são o pilar financeiro da maioria dos lares brasileiros mas talvez elas não conheçam o movimento FIRE ou de cara já acham que isto é coisa de gente rica, o que não é verdade.
      Concordo também com algo que você mencionou: muitas famílias de renda mais baixa acabam desenvolvendo uma disciplina financeira muito forte justamente por necessidade. Fazer o dinheiro durar até o fim do mês, priorizar o essencial e administrar recursos escassos exige bastante organização.

      E você tocou em outro ponto central: acesso à informação. Muitas vezes não é falta de capacidade ou de disciplina, mas simplesmente falta de tempo ou de exposição a outras possibilidades. Por isso iniciativas de educação financeira — na escola, em casa ou mesmo através de blogs e comunidades — acabam tendo um papel importante.

      Obrigado novamente pelo comentário e pelo reconhecimento ao trabalho. Comentários como o seu ajudam muito a enriquecer a discussão e mostrar que existem diferentes caminhos e realidades dentro da jornada rumo a uma vida financeira mais tranquila. Blogs como o seu ajudam a trazer mais mulheres e professores a comunidade, continue com os seus relatos por lá, sempre que aparece no feed eu clico para ler.
      Abcs A400

    1. Arnaldo, muito obrigado pelo comentário! Fico feliz que tenha se reconhecido nas informações — esse é justamente o objetivo do anuário: mostrar diferentes realidades e trajetórias dentro da comunidade FIRE. É gratificante saber que o material está sendo útil para refletir sobre a própria jornada.

  4. Meus parabéns AA40 e obrigado pela pesquisa!
    Cheguei a esse Blog recentemente através de um comentário em um post no Instagram com um link da primeira TSR do Brasil de sua autoria. Achei sensacional! Descobri um universo de blogs e desde então não paro de ler.
    Infelizmente a pesquisa do anuário já havia encerrado e não pude contribuir.
    A jornada para a IF tem sido solitária, às vezes pouco compreendida e sem referências de carne e osso para trazerem suas experiências e respostas para os questionamentos que surgem ao longo da jornada.
    Apesar de estar na busca da independência financeira há alguns anos, somente recentemente descobri a comunidade fire e já me sinto parte dela.
    Abraço

    1. Caio, muito obrigado pelo comentário e por compartilhar sua experiência! Fico feliz que tenha encontrado o blog e que os conteúdos tenham ajudado a abrir novas perspectivas.

      Sobre a pesquisa, não se preocupe — ela é só um retrato de quem conseguiu participar naquele momento. O importante é que você já está no caminho e percebeu que não precisa estar sozinho nessa jornada. A comunidade FIRE pode realmente parecer pequena no começo, mas aos poucos vamos descobrindo que há muitas pessoas passando pelas mesmas dúvidas e desafios, mesmo que de forma silenciosa.

      Continue explorando, participando dos fóruns e acompanhando relatos de quem já está nessa trajetória. Esse tipo de troca é o que ajuda a tornar o caminho mais claro e motivador. Seja bem-vindo à comunidade!
      Abcs AA40

  5. Parabéns AA40 pelo esforço contínuo com esse estudo e em manter a discussão viva na comunidade. Acredito que a inflação elevada e a dificuldade do brasileiro em investir tem deixado o planejamento mais restrito a quem tem maior renda, pois a jornada ficou mais longa para quem não consegue uma taxa de poupança elevada… mas os blogs são um repositório importante para quem quer aprender e começar a se planejar, em algum momento a economia real vai melhorar e o interesse pelo assunto se fortalecerá em todas as classes.

    Em tempo, você usa NotenoobLM ou alguma outra IA/programa gerar o podcast?

    Abraços,

    MML

    1. Fala MML, muito obrigado pelo comentário.

      Certeza. Inflação alta e renda pressionada realmente tornam a jornada mais difícil, principalmente porque a taxa de poupança acaba ficando limitada para muita gente. Isso naturalmente alonga o caminho para a independência financeira. Ainda assim, acredito que o mais importante é que as pessoas tenham acesso à informação e comecem a se organizar, mesmo que com valores pequenos. Quando o cenário econômico melhora, quem já criou o hábito de poupar e investir sai na frente.

      Você tocou em algo que considero essencial: os blogs acabam funcionando como um grande repositório de experiências e aprendizados. Mesmo as redes sociais tendo tomado conta e os gurus no Youtube, o blog continua lá. Quando o tema sai um pouco do radar, o conteúdo continua lá para quem estiver começando ou procurando referências, como nosso amigo Caio ai acima que nos encontrouo recentemente.

      Sobre o podcast, sim, uso o Notebook-LM. É fantástico e não preciso usar a minha voz horrível, é só escrever o roteiro e ele segue direitinho. Se tiverem algumas dicas de temas para episódios de podcasts, é só mandar. A ideia é apenas oferecer uma forma alternativa de consumir o conteúdo para quem prefere ouvir no carro ou fazendo alguma atividade.
      Abraços e obrigado por acompanhar
      AA40

  6. O anuário é uma ferramenta importantíssima para entendermos o perfil e objetivos da comunidade. Sem ele, estaríamos no escuro sobre quem são os aspirantes a FIRE.
    Os pontos sobre a diminuição da participação feminina e a elitização de FIRE são dados realmente muito preocupantes. É justamente o publico que mais precisa se preparar para o futuro que enfrentam as maiores dificuldades e as razões são as mesmas:
    Aumento do custo de vida, reduzindo a parcela da renda disponível para investimentos, excesso de trabalho fora e dentro de casa, dificultando o tempo para capacitação e aumento da renda.
    Torço para que essa realidade mude nos próximos anos para que mais e mais pessoas possam ser verdadeiramente donas de seu próprio tempo.

    Obrigado por mais este anuário AA40. O seu trabalho com o anuário e o blog é um serviço importantíssimo à sociedade brasileira de forma geral.

  7. Parabéns pelo trabalho ! A galera tá indo na sindrome de um ano mais, ou tentando fazer um FATFire. Pra ter mais liberdade. Paradoxalmente, essa idéia pode se converter em uma prisão. Tem que ter cuidado.

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